Um elo que faz diferença

O trabalho voluntário dos diretores adjuntos atuam como uma ponte entre os associados e a diretoria, garantindo que o clube ouça e atenda às demandas de sua comunidade

No universo de um clube associativo como o Ipê, uma gestão proativa e responsável é algo essencial para seu desenvolvimento e sustentabilidade, garantindo assim seu crescimento e longevidade como instituição. Por ser uma organização sem fins lucrativos, o papel dos associados que se dispõe a colaborar voluntariamente para exercer papéis chaves na organização é fundamental. Seja assumindo uma posição de representante dos associados no Conselho Deliberativo, no corpo diretivo ou atuando em diretorias adjuntas nas atividades, esse é um ciclo virtuoso que dá voz aos associados e promove a integração das diversas áreas do clube.

O Ipê Clube, assim como tantas outras agremiações, prospera graças ao trabalho voluntário desses associados que contribuem para o impulsionamento de tudo que acontece no dia a dia, garantindo que as atividades e decisões estejam alinhadas com os interesses dessa comunidade. O trabalho dos diretores e diretores adjuntos, nesse contexto, é essencial, pois é nesse ambiente que surge a necessidade da criação desse elo forte entre os associados e administradores da organização, promovendo assim um ambiente de diálogo e cooperação.

A Essência do Voluntariado
Enquanto o papel dos diretores do clube é traçar as decisões estratégicas para definir os caminhos que devem ser seguidos, o trabalho dos diretores adjuntos que são convidados a participar voluntariamente da gestão de algumas das modalidades esportivas no Ipê Clube, amplia esse escopo de atuação e aproxima todos os envolvidos das demandas que vem do público mais interessado. Eles criam essa conexão que fortalece a comunidade, atuando como uma ponte entre os associados e a diretoria. Essa função exige um equilíbrio dedicado e, às vezes mais complexo, pois eles precisam representar os interesses dos praticantes ao mesmo tempo em que consideram a sustentabilidade e as limitações do clube.

Os diretores adjuntos têm como principal atribuição fazer “o meio de campo” entre os praticantes das modalidades e o departamento de esporte. Eles ouvem as necessidades, críticas e sugestões de atletas e pais para levar essas questões à diretoria. Ana Cristina R. de Oliveira, que atua no tênis feminino, descreve a atuação como “encontrar a melhor forma de atender aos sócios e trazer as demandas deles para o Departamento de Esportes”. Outra responsabilidade é auxiliar a diretoria em decisões e na busca por melhorias. Essa escuta ativa é o ponto de partida para a criação de um ambiente de confiança mútua e cooperação.

Atribuições e Desafios Diários
Os desafios variam entre as modalidades, refletindo as particularidades de cada esporte. Para o tênis, um dos principais desafios é a limitação de quadras de tênis. “Atender a um clube com mais de mil tenistas em seis quadras exige um esforço de adequação muito grande. Há a necessidade de conciliar os interesses dos sócios que praticam o esporte de forma competitiva com aqueles que jogam por lazer” explica Ana Cristina. A comunicação com o associado que não está cadastrado em listas específicas também é um desafio, e assim por diante, complementa a diretora adjunta.


Na patinação, Amelia Marha Porto Settani cita, por exemplo, a falta de espaço na grade de horários para atender a fila de espera e outros desafios. “A meu ver, o aspecto mais importante é fazer o meio de campo entendendo as expectativas dos patinadores e seus pais, e levar para a comissão de patinação na busca constante de melhoria que seja factível. E neste meio de campo, ajudar a comissão a atender e buscar a solução para os chamados dos pais e patinadores” define Amelia. Ela ainda fala da necessidade de compartilhar o espaço com outras modalidades e ter que se ajustar à essa dinâmica que nem sempre favorece a sua modalidade. “O desafio dos últimos tempos foi melhorar o acabamento no piso das quadras de forma que fosse adequado a patinação e as demais modalidades que utilizam o mesmo espaço. Foi uma etapa vencida, com a última obra que foi feita no piso que estava escorregadio. Foi um trabalho em conjunto e bem coordenado que teve um resultado muito bom”, comemora Amelia.


Já José Eduardo de Mello Poletto, que cuida do futebol infantil e juvenil, destaca que seu maior foco é colocar o Ipê entre os melhores nos campeonatos do Interclubes e Sindiclubes, sem esquecer que o Ipê é um clube social. “A integração entre pais, atletas, treinadores, auxiliares e diretoria é fundamental para buscar sempre um ambiente de diálogo, cooperação e evolução contínua. Escuto as opiniões, necessidades, críticas e sugestões dos pais e atletas, levando essas questões para discussão com a diretoria, treinadores e auxiliares. Dessa forma, conseguimos construir alternativas viáveis que fortalecem as modalidades e promovem uma relação de confiança e respeito mútuo entre todos os envolvidos”, detalha Poletto.

Formando Pessoas e Vínculos
A importância dessas áreas vai muito além de gerenciar demandas, cronograma de torneios ou uso quadras e horários. O verdadeiro legado desse trabalho voluntário é, como aponta Daniel Augusto Magalhaes Borges da Silva, do tênis, criar uma maior proximidade da diretoria com os sócios, ter uma escuta ativa nas demandas e problemas no tênis social e competitivo. “Precisamos facilitar a comunicação da diretoria com os sócios sobre todas as atividades que envolvem a modalidade e com isso melhorar a experiência de todos os tenistas que vêm ao Ipê” coloca Daniel. Ele ainda lembra que outro aspecto importante, é lembrar que os diretores adjuntos também são praticantes daquela modalidade e que precisam mostrar que eles sabem separar bem seus papéis, pois muitas vezes uma decisão é tomada para beneficiar a maioria.
Ao conciliar o foco em resultados em campeonatos com o caráter de clube social, esses colaboradores garantem que o esporte seja uma ferramenta para a construção de amizades e um espaço de crescimento humano.

Essa dedicação, que não é remunerada e exige uma doação pessoal, transforma cada modalidade em uma comunidade coesa e engajada. O trabalho voluntário se torna, assim, um movimento que mantém o Ipê Clube vibrante, acolhedor e em constante aprimoramento.

Equipe de diretores adjuntos
• Basquete – Gustavo Ferraz do Amaral Braghetti
• Beach Tennis – Elizabeth Suchi Chen
• Futebol Menores – José Eduardo de Mello Poletto
• Futevôlei – Victor Rodrigues Macedo
• Patinação Artística – Amelia Marha Porto Settani
• Sinuca – Pedro Luiz Fernandes Coelho
• Squash – Gustavo Vieira Alves Koeler
• Tamboréu – Eduardo Yuji Nakamura
• Tênis Masculino – Daniel Augusto Magalhães Borges da Silva
• Tênis Feminino – Ana Cristina R. de Oliveira
• Tênis de Mesa – Carlos Eduardo de Oliveira
• Voleibol – Eliana Carla Lucena Bicudo
• Tênis Competitivo – Roberta Pimp Hari Varella
• Pickleball – Ricardo Fonseca de Paula Lima
• Musculação e Fitness – Natasha Barros Scandiuzzi
• Vôlei de Praia – Eliana Carla Lucena Bicudo e Raquel Boari

Compartilhe