O coração agradece

A importância dos exercícios aeróbios para a saúde do coração nas diversas fases da vida

Fazer exercícios aeróbicos, como caminhar, correr, nadar ou pedalar, é fundamental para a saúde do seu coração. Essas atividades fortalecem o músculo cardíaco, melhoram a circulação sanguínea e ajudam a controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicose. A prática regular de aeróbicos não só previne doenças cardiovasculares, mas também aumenta sua energia e melhora sua qualidade de vida, permitindo que seu coração trabalhe de forma mais eficiente e com menos esforço.

Não restam dúvidas que a prática desses exercícios é um dos pilares para uma vida longa e saudável, e seu impacto vai muito além da estética, atuando como um verdadeiro remédio natural para o corpo e a mente. Para Dr. Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Diretor de Saúde e Sanitarismo do Ipê, a prevenção começa pelo movimento. Segundo o especialista, os exercícios aeróbicos têm um impacto direto na redução da mortalidade e na prevenção de uma série de doenças. Estudos de grande porte e meta-análises comprovam que eles diminuem o risco de demência, câncer, infarto, AVC e transtornos psiquiátricos, além de auxiliar no controle de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Ele destaca também que um dado importante é a relação com os passos diários. “Enquanto 10 mil passos é considerado o ideal, já a partir de 7 mil passos diários observa-se uma redução de até 46% nos riscos de eventos graves” explica do Dr. Louis. Além disso, 150 minutos semanais de atividade já proporcionam benefícios claros e podem acrescentar anos de vida com qualidade.

A busca do seu ritmo ideal
A adequação da atividade é fundamental e é preciso ajustar a intensidade à faixa etária e ao condicionamento físico de cada pessoa. Para os mais jovens, a carga pode ser maior, enquanto para pessoas mais velhas, até mesmo caminhadas regulares podem ser altamente eficazes. O importante é manter a regularidade e escolher atividades prazerosas “que favoreçam a adesão”. Para começar, o médico orienta uma avaliação prévia para identificar fatores de risco. Um clínico geral pode indicar exames básicos como eletrocardiograma, colesterol, glicemia e pressão arterial. Para quem tem mais de 40 anos, ele ressalta que é “essencial incluir exercícios resistidos (musculação)” para compensar a perda progressiva de massa muscular.

A professora e coordenadora de natação e hidroginástica do Ipê, Andreia Bifone Nocentini, reforça a importância da evolução gradual nos treinos. Para um iniciante, ela recomenda conversar com um profissional para que ele entenda os objetivos e monte um treino gradativo, começando com menor intensidade e aumentando progressivamente. “A evolução da intensidade dos exercícios aeróbicos, para um atleta da natação, primeiramente é preciso estabelecer com o profissional da educação física os objetivos a partir de seu histórico para poder montar o seu treino. Tem que ser muito gradativo, começando com a distância menor, até chegar com uma intensidade maior de treino, sempre com intervalos, aumentando a partir da evolução do aluno”, explica Andreia.

Mesmo para quem já tem condições cardíacas diagnosticadas, como problemas de válvula, histórico de infarto ou arritmias, a prática de exercícios não só é permitida, mas incentivada, desde que “dentro de limites seguros”. O acompanhamento médico, preferencialmente com um cardiologista, é essencial para definir a “zona de esforço” ideal para o treino, geralmente medida pela frequência cardíaca. “Assim, o exercício se torna não apenas seguro, mas também parte fundamental do tratamento e da qualidade de vida de quem tem alguma cardiopatia” alerta Dr. Louis.

A Jornada de Treino: Começando com Segurança e Motivação
Antes de iniciar qualquer rotina de exercícios, é fundamental uma avaliação médica para verificar possíveis fatores de risco. É preciso fazer exames básicos, como eletrocardiograma, colesterol e glicemia, especialmente para pessoas com mais de 40 anos, faixa etária que também é essencial incluir exercícios resistidos (musculação), já que a perda de massa muscular é progressiva com a idade.

O Dr. Ohe reforça que o exercício também é fundamental para a saúde mental, ajudando a controlar a ansiedade, a depressão e o estresse. Por isso, a recomendação final é que cada pessoa encontre uma atividade prazerosa, “que possa ser feita de forma frequente — o ideal é que o exercício esteja presente todos os dias, como parte da rotina, e não como um martírio”.

A prática de atividade física transforma vidas e traz benefícios em todas as fases. A associada Lara Maris Nápolis Goulart Rodrigues, que pratica corrida, condicionamento e balé, conta que se exercita desde a infância e que a atividade é parte da sua rotina há anos. “Tenho que admitir que, às vezes, dá preguiça, mas venho treinar mesmo sem vontade”. Para ela, a qualidade de vida é muito melhor com a atividade física.
Marcos Fernandez Rizzo, que combina pilates e natação, conta que o exercício foi determinante em diferentes fases da minha vida. “No início o tive que encontrar motivação, autoconfiança e sensação de conquista. Com o tempo, a atividade se tornou pra mim, um instrumento de equilíbrio físico e mental, proporcionando mais disposição e energia”, conta. Hoje, ele a vê como parte essencial para manter a saúde, prolongar a autonomia e garantir uma vida mais leve e com qualidade.

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