As relações construídas por meio do esporte

Muito além dos benefícios físicos amplamente conhecidos, a prática esportiva exerce um papel fundamental na construção de relações sociais, no fortalecimento emocional e na promoção de qualidade de vida. No Ipê Clube, o esporte se consolida como um espaço de encontro, pertencimento e convivência entre associados de diferentes idades, histórias e trajetórias. Grupos esportivos ativos no clube demonstram, na prática, como a atividade física pode ser um poderoso elo para a formação de amizades duradouras e para a criação de redes de apoio que impactam positivamente o dia a dia dos associados.

Um exemplo desse movimento é o grupo do Beach Tennis, que ganhou força com a construção e entrega de mais 4 quadras de areia em 2020. A associada Luciana Mendes Trentino, frequentadora do clube desde a infância e praticante da modalidade desde 2020, destaca que o esporte se tornou um divisor de águas na vida social de muitas pessoas. Segundo ela, o Beach Tennis se mostrou uma atividade democrática, capaz de acolher tanto atletas experientes quanto iniciantes, promovendo bem-estar físico e mental. No Ipê, o esporte extrapola as quadras: o pós-treino se transforma em momentos de descontração, conversa e integração. A convivência constante gerou uma rede intensa de relacionamentos, com grupos organizados para jogos, viagens, comemorações de aniversários, confraternizações e até festas temáticas que reúnem dezenas de participantes. Para Luciana, o esporte foi o ponto de partida para amizades que hoje fazem parte de sua rotina dentro e fora do clube.

A mesma percepção é compartilhada pela turma da Corrida, um dos mais tradicionais do Ipê. A associada Luciene Taveira Barros, que corre desde 2008 e é sócia do clube desde 2009, afirma que sua relação com o Ipê nasceu justamente por meio da corrida. O convívio com a turma foi determinante para sua decisão de se associar ao clube, e ao longo dos anos, os laços criados se transformaram em relações de verdadeira proximidade. A dinâmica do grupo envolve treinos orientados, acompanhamento técnico individualizado, incentivo constante dos professores e planejamento para participação em provas dentro e fora da cidade de São Paulo. Paralelamente à rotina esportiva, o grupo também cultiva momentos de confraternização, como cafés após os treinos e comemorações de aniversários, reforçando o caráter acolhedor e humano da atividade. Para Luciene, a corrida no Ipê representa não apenas um compromisso com a saúde, mas também uma segunda família.

Em um dos diversos grupos do Futebol, a história do clube se mistura à trajetória pessoal de seus associados. Antonio Carlos Cortez Gonçalves, também conhecido como Toninho Vaca, é associado há 65 anos, pratica futebol desde os 12 anos de idade e construiu grande parte de sua vida social dentro do Ipê. Para ele, o futebol foi essencial não apenas para a formação esportiva, mas também para o desenvolvimento de valores como convivência, respeito, diálogo e superação. As vitórias celebradas em conjunto e, principalmente, as derrotas compartilhadas criaram vínculos profundos entre os participantes. Atualmente, Toninho integra e ajuda a organizar um grupo 60+ que se reúne semanalmente para jogar futebol. Após as partidas, independentemente do resultado, o grupo mantém a tradição da “resenha”, momento de descontração, risadas e troca de histórias, considerado por muitos como a melhor parte do encontro. Além dos jogos internos, o grupo participa de amistosos com outros clubes, fortalecendo ainda mais os laços sociais. Para ele, o Ipê é uma extensão de casa e um espaço formador de gerações.

Já no grupo das Lulus, da hidroginástica, a prática esportiva se alia à convivência social de forma estruturada e contínua. A associada Maria Augusta Perri participa da modalidade desde a inauguração da piscina aquecida e destaca o papel do Ipê como facilitador de um ambiente acolhedor e integrador. Desde o início, o grupo estimulou encontros além das aulas, com almoços mensais, bingos e confraternizações, sempre com o apoio do clube, que cede o espaço para essas atividades. A frequência das aulas, aliada aos encontros sociais regulares, fortaleceu um vínculo sólido entre as participantes, que se mantém ativo ao longo dos anos, mesmo com mudanças naturais no grupo. Histórias marcantes, engraçadas e emocionantes fazem parte da memória coletiva, reforçando o sentimento de pertencimento e amizade. Para Maria Augusta, o esporte em grupo é uma fonte constante de alegria, socialização e qualidade de vida.

Os relatos dos diferentes grupos evidenciam que o esporte, no Ipê Clube, vai além da atividade física. Ele se transforma em um instrumento de integração social, construção de amizades, apoio emocional e fortalecimento da saúde mental. Em comum, todos os grupos destacam a importância do ambiente oferecido pelo clube, da atuação dos profissionais e da convivência proporcionada pelas atividades coletivas.

 Ao estimular a prática esportiva aliada ao convívio social, o Ipê Clube reafirma seu papel como um espaço de promoção da qualidade de vida em seu sentido mais amplo — física, emocional e social —, fortalecendo laços que acompanham os associados ao longo de toda a vida.

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